"Que Brasil que nós queremos?"

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Essa é a pergunta do vídeo feito por artistas brasileiros e que deve também estar ecoando na cabeça de cada brasileiro a se deparar com os desdobramentos da novela política, que parece não ter fim. Agora estamos diante da Proposta de Emenda à Constituição 241 que estorou em todo o país manifestações contrárias. Escolas no Paraná estão ocupadas. Paralelamente, a isso, o Governo Richa começa um embate com o funcionalismo não querendo honrar com o que foi acertado para acabar com a greve. Então, professores cruzaram os braços. Vivemos no final do ano, o caos. Junte-se a isso o governo federal querendo mudar a educação sem dialogar antes com as instituições e com os maiores interessados, os estudantes. 

Assista ao vídeo:

Mas, o que é a PEC 241? Dois pontos, aliás, três parecem bastante temerários. A ideia de congelar investimentos em educação e saúde por 20 anos, que apenas teriam aumento do índice inflacionário. E, isso, certamente teria impacto sobre o valor do salário mínimo, ficando vetado o aumento acima da inflação com impacto nas despesas obrigatórias.Algumas das sanções previstas no texto da PEC para o não cumprimento dos limites inclui o veto à realização de concursos públicos, à criação de novos cargos e à contratação de pessoal. 

A população mais pobre, que depende do sistema público de saúde e educação, tende a ser mais prejudicada com o congelamento dos gastos do Governo do que as classes mais abastadas. A Associação Brasileira de Saúde Pública, por exemplo, divulgou carta aberta criticando a PEC. No documento a entidade afirma que a proposta pode sucatear o Sistema Único de Saúde, utilizado principalmente pela população de baixa renda que não dispõe de plano de saúde. Além disso, de acordo com o texto da proposta, o reajuste do salário mínimo só poderá ser feito com base na inflação - e não pela fórmula antiga que somava a inflação ao percentual de crescimento do PIB. Isso atingirá diretamente o bolso de quem tem o seu ganho atrelado ao mínimo.