Dono da JBS faz delação, viaja para States e Brasil continua na era da instabilidade

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Mesmo querendo passar ar de normalidade Governo Temer vive pior momento político e enfrenta crise não só na base aliada, mas também na continuidade das votações das Reformas da Previdência e da Trabalhista, bandeiras amplamente defendidas pelo peemedebista, que depois de negar renúncia declarou em alto e bom som que as votações continuariam. Porém, a resistência é grande. A oposição marca terreno e a população foi às ruas para pedir a saída do presidente e a realização de eleições diretas.

Pela Constituição Federal, com a saída de Temer, os congressistas, por meio de eleição indireta, teriam que escolher quem iria governar até 2018. Mas, é claro, que a sociedade temente do atual quadro político prefere não deixar essa tarefa para terceiros. Inicialmente, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), que está na linha sucessória, ocuparia a presidência. Esse também não é um cenário nada favorável, uma vez que representa a continuidade do que está diante dos nossos olhos. Por isso, o povo brada nas ruas e nos meios digitais a realização de novas eleições para que os cidadãos possam eleger alguém para o governo tampão. Resultado de imagem para temer aecio rocha jbs

Diante desses conflitos, o país mergulhou novamente na instabilidade política, no Congresso Federal nada passará até que Maia coloque em apreciação os pedidos de impeachment a Temer. A Ordem dos Advogados do Brasil encaminhou nessa semana um pedido. Mas, há outras solicitações. Contudo, precisam ser colocadas em votação. Nesse momento parece estar em andamento uma tentativa de apagar o incêndio. O fato é que as acusações contra Temer são gravíssimas.

GRAVAÇÕES  - Além de Michel Temer, a delação dos irmãos Joesley e Wesley, donos da JBS, divulgada no dia 17 de maio, cita também o presidente do PSDB, Aécio Neves. Ele teria sido gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O ex-ministro de Dilma, Guido Mantega, também aparece nas gravações. Ele era o contato da empresa com o PT e também operava os interesses da JBS no BNES. Sem falar no deputado federal Rocha Loures (PMDB) pego com a boca na botija, recebendo R$ 500 mil e apontado como intermediário de Temer para assuntos do grupo J&F com o governo.

Por ora, o único que parece ter lucrado com isso são os próprios irmãos Batista, que conseguiram um acordo de delação realmente premiada. Sem terem que passar um dia na cadeia, estão curtindo a vida nos Estados Unidos e antes disso lucraram com o tsunami que atingiu o mercado financeiro. Inacreditavelmente até o momento dessa reportagem nenhum dos citados nas delações ou pegos por gravações foram presos.